O processo de recrutamento foi realizado por uma terceirizada, que não apenas fez as perguntas relacionadas a soft skills, como também foi encarregada de aplicar uma prova técnica de 24 perguntas relacionadas à função.
A fase seguinte foi uma entrevista com o analista de infraestrutura sênior e o líder técnico. Ambos fizeram perguntas bastante abrangentes, buscando analisar o processo de análise técnica diante de um problema, mas sem especificidades.
Faltou clareza e objetividade, mas não apenas isso: também transpereceu falta de organização ao preparar a entrevista. É o reflexo de um mercado que busca profissionais especificamente prontos em suas idiossincrasias, e que alimenta os artigos atônitos que catamos aos montes por aí, que gritam a falta de preparo de profissionais de TI, quando na realidade revela-se acomodado.
A negativa foi dada prontamente, já que as respostas não corresponderam exatamente ao que se esperava ouvir. E quando digo "exatamente", quero dizer que o candidato deve se expressar como se estivesse participando do programa "Qual é a música?" e devesse descobrir exatamente a sua letra.